Blankets (2003)

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Blankets, graphic novel autobiográfica de Craig Thompson, tem colhido louros desde o seu lançamento em 2003. Só esta semana, com a compra da belíssima edição portuguesa de capa dura, pude testemunhar a justiça de tudo o que se tem dito sobre o livro. Thompson, em mais de 600 páginas a preto e branco, conta como foi a sua vida até à idade adulta. Vemos, sem tabus, como era a sua relação com os pais – pobres, rígidos e profundamente cristãos; com o irmão, com quem partilhou cama, abusos e o amor pelo desenho e com o meio rural e redneck onde vivia. Mas há duas relações que mostram ser ainda mais profundas. A primeira, é com Deus. Thompson luta constantemente com a sua fé, ora querendo abraça-la (ser sacerdote é sugerido), ora negando-a. A segunda é com Raina, o seu primeiro amor. Dessa relação nasce o trecho mais comovente do livro, com Craig a passar com ela e com a sua família, duas semanas onde tenta equilibrar a culpa cristã com as tentações da carne e onde para além de Raina conquista uma família à beira da rutura. Uma obra-prima em vinhetas que prova que esta nunca foi uma forma de arte menor nem que está para desaparecer.

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