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A mostrar mensagens de agosto, 2020

Feira do Livro 2020: as minhas escolhas

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Balada para Sophie - A nova graphic novel , acabadinha de sair, promete ser a melhor, até agora, da genial dupla Filipe Melo e Juan Caviá. O objeto livro já merecia a compra, tal a beleza da edição da Tinta da China, mas o traço de Caviá e a sensibilidade de Melo, fazem com que valha ainda mais a pena, gastar mais de trinta euros num livro que, inevitavelmente, demora muito menos a ler do que um em prosa. Depois de uma incursão pela Guerra Colonial (Os Vampiros); a busca pela tarte perfeita no Texas e uma passagem pela Berlim da Segunda Guerra Mundial (Comer/Beber), a dupla apresenta agora a história de “dois jovens pianistas, nascidos numa pequena vila francesa, cruzam-se num concurso local. Julien Dubois, o herdeiro privilegiado de uma família rica, e François Samson, o invisível filho do responsável pela limpeza do teatro”. O Árabe do Futuro, 4 – Outra graphic novel de qualidade superior, a quarta parte da biografia do autor, Riad Sattouf, centra-se nos anos de 1987 a 1992. Filho...

Os Sete Pilares da Sabedoria (1922)

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Descrito por Winston Churchill como um dos melhores livros de sempre da língua inglesa, Os Sete Pilares da Sabedoria, com novíssima edição portuguesa, é a biografia de T.E. Lawrence, esse mesmo, o Lawrence das Arábias. “Este livro é o relato das vivências de T. E. Lawrence enquanto membro das forças rebeldes durante a revolta árabe contra os Turcos Otomanos entre 1916 e 1918. Lawrence estava destacado na Jordânia, integrado no exército britânico no Norte de África. Com o apoio do Emir Faiçal e de várias tribos organizou ataques contra as forças otomanas desde Aqaba, no Sul, até Damasco, no Norte”.

Um Príncipe em Nova Iorque (1988)

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Clássico dos anos 80, Um Príncipe em Nova Iorque apresenta Eddie Murphy e Arsenio Hall nas suas eras de ouro, fazendo cada um, quatro papeis na fita. No centro está Akeem (Murphy), um riquíssimo príncipe africano, que farto de mordomias, resolve voar até Queens, Nova Iorque, para conhecer a mulher dos seus sonhos. Acompanhado pelo servo (Hall), passa por um pobre, arranjando emprego num restaurante de fast-food e é lá que conhece a filha do seu patrão. Com um elenco de estrelas e uma história bem interpretada, Coming to America envelheceu muito bem.

Chadwick Boseman (1976-2020)

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Após quatro anos de luta, Chadwick Boseman partiu, aos 43 anos. Celebrizado pelos seus papeis como Pantera Negra ou James Brown, Boseman era um dos atores mais talentosos da sua geração. 

Asas de Prata (2020)

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Verão não o é sem um novo livro de Camilla Lackberg, a princesa dos policiais nórdicos. Com a sua série principal em pausa – as aventuras do polícia Patrik e da mulher, a escritora Erica - sai “Asas de Prata”. Continuação de “Uma Gaiola de Ouro”, acompanha a história de Faye, uma mulher que se anulou a bem do casamento com um homem que haveria de ser bem-sucedido por sua causa, apenas para depois trair e desprezar Faye. Com a vingança contra o marido bem sucedida, Faye é agora uma empresária de gabarito que se prepara para “atacar” o mercado americano.

Brave New World (2020)

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Em 2020, a HBO traz ao pequeno ecrã do streaming a adaptação da obra visionária de Aldus Huxley, Admirável Mundo Novo (1932). A história de um futuro onde a Humanidade não tem problemas, vivendo numa sociedade perfeita onde a privacidade e monogamia são proibidas. Nesta distopia, estamos na cidade de Nova Londres, na qual todos nascem com um papel definido no “corpo social” (os Alfas + são líderes, os Betas têm profissões intermédias e por aí adiante) e onde a felicidade é uma escolha, afinal, há sexo a rodos e comprimidos de todas as cores para inibir sentimentos negativos. Ainda assim, esta sociedade perfeita não chega a Bernard (Harry Lloyd, o desprezível irmão de Daenerys em Game of Thrones), Alfa + e psicólogo e a Lenina (Jessica Brown Findley, a irmã mais nova em Downton Abbey), Beta, vacinadora com tendência para ser monógama. É quando visitam a reserva de “selvagens” (humanos tradicionais), que conhecem John (Alden Ehrenreich, o mais recente Han Solo) e uma forma mais parecida ...

Terra Americana (2020)

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Se Terra Americana fosse apenas a história de como Lydia e o seu filho Luca fogem de um cartel do narcotráfico, rumo aos EUA, deixando para trás dezasseis familiares mortos, já seria um livro interessante e, provavelmente, um best-seller, mas o livro de Jeanine Cummins. Mas é isso e muito mais. No centro da ação está uma pacata família de Acapulco, uma cidade tradicionalmente turística, agora transformada em terreno de combate de carteis. Lydia, a mãe, tem uma livraria; Sebastián, o pai, é jornalista especializado em crime organizado e Luca, o filho, é uma criança como outra qualquer. Só quando um churrasco de família é interrompido por um massacre é que Lydia percebe que o último artigo do marido teve um impacto inesperado. Escondida na casa de banho com o filho, Lydia tem que esquecer a dor de perder marido, mãe e resto da família e põe-se em fuga. Afinal, atrás de si, tem o mais poderoso dos carteis, liderado por Javier, um homem que frequenta a sua livraria, charmoso e com quem man...

A Lagosta (2015)

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Num futuro não muito distante, os solteiros são expulsos da cidade. São-lhes dados 45 dias num hotel de modo a encontrarem um parceiro para a vida. Feito o match, são devolvidos à cidade e a uma vida normal. Caso falhem o prazo, são transformados num animal à sua escolha e libertados para, na natureza, continuarem a sua busca. David (Colin Farrell) é um solteiro, depois da mulher o ter abandonado e com o seu irmão, transformado num cão, ruma ao hotel. É lá que vê os estranhos hábitos do dia a dia, que incluem uma empregada que excita os hospedes aos quais a masturbação está proibida, para os apressar na busca pela alma gémea e onde os outros solteiros podem ser caçados com dardos tranquilizantes. Cada KO vale mais um dia de estadia. Um dia, David descobre a terceira via: um acampamento que promete liberdade aos solteiros mas na verdade, pune qualquer tipo de flirt. No meio de hipóteses absurdas, David acaba mesmo por encontrar o amor. Onde não devia.

A Mulher (2017)

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Joan Castleman (Glenn Close) é uma mulher fiel e dedicada mas começa a ter dúvidas em relação ao seu marido Joe (Jonathan Pryce) quando estão a voar para Estocolmo. Joe irá receber o Prémio Nobel da Literatura mas é Joan que escreve os livros do marido. O casal conheceu-se quando Joe era professor e um escritor mediano e Joan revelou-se uma estudante brilhante e começou a rescrever os textos do marido, com medo que, como mulher não fosse levada a sério. E é em Estocolmo que Joan pensa no seu percurso de vida e nos seus erros. O que seria desta fabulosa Glenn Close se não fosse contemporânea de Meryl Streep?

O segredo da poção mágica (2018)

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Depois de se ter passeado em imagem real em quatro filmes entre 1999 e 2012, a dupla Asterix e Obelix regressou à animação em 2014 para a adaptação d´O Domínio dos Deuses. Agora, chega O segredo da poção mágica, no qual o druida Panoramix (voz de Bernard Alane) corre a Gália em busca de um sucessor a quem possa passar o segredo da poção que dá força sobre-humana aos irredutíveis gauleses. Com Christian Clavier a dar voz a Asterix (já lhe tinha dado voz e corpo nos dois primeiros filmes de imagem real) e Guillaume Briat a Obelix, esta é uma história tradicional com muito humor e peripécias que piscam um olho à atualidade. Um bocado muito bem passado.

First Man (2018)

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First Man (traduzido para português como um mais óbvio “O primeiro homem na lua”) conta a história de Neil Armstrong, de facto, o primeiro ser humano a pisar solo lunar, mas conta sobretudo a história de vida de um homem ensimesmado, focado e marcado pela morte prematura da filha mais nova. Se a sua ida para a missão que o levaria à Lua tem papel de relevo no filme, não menos importante são as suas relações. Com a mulher Janet (Claire Foy), com os filhos e com os colegas, alguns dos quais não sobrevivem aos diversos estágios da corrida pela conquista do espaço. Damien Chazelle (Wiplash ou La La Land) conta com mestria a história do homem, tendo várias vezes os tiques de usar os planos contemplativos à la Malick ou de simplesmente ser mais longo ou chato do que tinha que ser. Funciona, no global, mas dá ideia que podia funcionar muito melhor.