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A mostrar mensagens de setembro, 2014

À Parte

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    Ali para os lados do Saldanha, fica uma casa transformada em restaurante. Está sempre à pinha e vale pela bonita decoração. Parece a casa de uma avó requintada. A comida essa, é agradável mas não deslumbra. Comeu-se um risotto de perdiz com farinheira e grelos, no ponto, mas algo pesado para a noite (erro do comensál). Provou-se, um esparguete, al dente, com vieiras e uns legumes. Para o fim, parfait de chocolate branco com boa quantidade de frutos vermelhos. Uma experiência com interesse mas que não deslumbra.

Grand Budapest Hotel (2014)

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Tinha bastante curiosidade neste Grand Budapest Hotel . Com um elenco de grande qualidade, com uma fotografia notável e uma narrativa simples mas cativante, este filme de Wes Anderson, inspirado na obra de Stefan Zweig, narra-nos as desventuras de Gustave H., ou monsieur Gustave, concierge no famoso hotel que dá nome ao filme, na fictícia República de Zubrowka nos anos de 1930, colocando em palco as transformações pelas quais a Europa passava no período dos regimes fascistas. Esta é uma obra com um estilo peculiar que se espelha perfeitamente no tons do filme, no subtil humor com alguns retoques negros, numa filmagem com planos interessantes e envolventes e nos desempenhos notáveis de Ralph Fiennes (Gustave H.) e Tony Revolori (Zero). Uma genial mistura entre Tim Burton e Woody Allen.

O Cantinho do Avillez

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    Ontem jantou-se no Cantinho do Avillez. Espaço giro e acolhedor. Começou-se com os óptimos peixinhos da horta, estaladiços como poucos. Continuou-se com fantásticas empadinhas de pato. Havia, ainda, doce de tomate e azeitonas com limão para entreter. De seguida, as famosas lascas de bacalhau, adornadas com as mais famosas azeitonas explosivas. Prato que merece a fama. Provou-se, ainda, o bife tártaro. O melhor de Lisboa, bem acompanhado com batatas fritas, com queijo ralado e vinagre balsâmico. Por fim, já cheios, cheesecake num frasco, interessante e sublime, a avelã ao cubo: em gelado, em mousse e ralada. O serviço é rápido e simpático e, no geral, é uma experiência despretensiosa e muito deliciosa. Recomenda-se.

Mr. Sellfridge (2014)

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  Parecia daquelas séries leves que, ao terceiro episódio perde a graça. Ao oitavo ainda me agrada. Não será a melhor série do ano mas, este Mr. Sellfridge é muito interessante. O senhor do título, interpretado por Jeremy Piven, conhecido mas um ator de segunda, foi um americano que, em 1906 se mudou para Londres e por lá abriu o Sellfride & Co, hoje mais conhecido como Sellfridges.   Com a sua personalidade inovadora e irrequieta, Harry Gordon Sellfridge transformou um terreno baldio na Oxford Street num armazém de sucesso e a zona numa das mais procuradas da capital inglesa. Até à altura, os produtos estavam guardados, longe da vista dos clientes. Sellfridge quis expô-los e coloca-los de forma espampanante aos olhos dos clientes, de modo a que eles comprassem não só que precisavam mas também aquilo que nem sabiam que queriam.   Em paralelo, Sellfridge luta contra o fantasma do pai; tenta agradar à mulher, que adora, mesmo tendo vários casos. Num segundo plano, as hist´prias dos s...

Na terceira pessoa (2013)

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    Michael (Liam Nesson) é um escritor que está a trabalhar na sua nova obra. Para o ajudar, recebe, em Paris, no seu quarto de hotel, Anna (Olivia Wilde), a sua amante e musa, tentando escrever ao mesmo tempo que trabalha numa relação estranha. A mulher (Kim Bassinger) está algures em casa e só a vemos, nas conversas telefónicas.   Julia (Mila Kunis) luta para voltar a ver o filho após lhe ter feito algo inconfessável e que nunca sabemos o que foi. A advogada Theresa (Maria Bello) tenta ajudá-la, enquanto o ex-marido James Franco parece ter pena dela.   Scott (Adrien Brody) está em Itália sem que saibamos a fazer o quê,  quer ajudar uma estranha a recuperar a filha. A bela Monika (Moran Atias) aparece-lhe à frente num bar e Scott não mais a consegue largar.   Um filme feito de histórias que parecem não se tocar nem sequer fazer sentido por si. O fabuloso elenco não disfarça um certo desnorte.

Não há duas sem três (2014)

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      Carly (Cameron Diaz) é uma mulher de sucesso que não procura um namorado fixo. Até encontrar Mark (Nikolaj Coster-Waldau) e se apaixonar por aquele que parece o homem perfeito. Uma noite, Mark tem que deixar Carly e ir para casa tratar de um suposto problema nos canos. Para o surpreender, Carly vai até ao local e quem lhe abre a porta é Kate (Leslie Mann), a mulher de Mark. Enganadas pelo homem que julgavam ideal, juntam-se para se vingar. E o duo passa a trio quando conhecem Amber (Kate Upton) mais uma amante de Mark. O pobre homem não sabe o que o espera, à medida que as três loiras prepararam um plano diabólico, ao mesmo tempo que a sua improvável amizade cresce.

Lembrando

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    Aroveitando o repto do camarado João, no post anteriro, deixo aqui mais algumas memórias literárias. Para além das clássicas e geniais aventuras aos quadrados de Tintin, Asterix, Lucky Luke, Gaston LaGaffe, Adam ou Calvin & Hobbes, ficaram-me na memória as aventuras do "Triângulo Jota" e, principalmente, de "O Clube das Chaves". Ambos eram protagonizados por jovens expeditos e inteligentes que, apesar de andarem na escola e terem interesses "normais" se viam envolvidos em aventuras. Foi com estas séries que me apaixonei pela leitura.

Viagens no Tempo

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Eram os doces anos de 1990 da minha infância e História era, a par de Educação Física, a disciplina que mais gostava. Ansiava sempre por aquelas horas depois do almoço, em que o sol batia no vidro da sala de aula, e a Professora nos conduzia no doce embalo de um sono ténue pela histórias de Portugal e de outros lugares. Num qualquer desses verões quentes dediquei-me à leitura de alguns dos livros da coleção Viagens no Tempo , de A na Maria Magalhães e Isabel Alçada, e com ilustração de Arlindo Fagundes. Ana e João, irmãos e amigos, em aventuras incríveis por outros tempos, como esta viagem ao tempo dos castelos. Uma excelente forma de fomentar o gosto pela leitura, uma aventura suave e cativante que nos fica na memória. Ainda hoje faz parte do Plano Nacional de Leitura.

Despojos de Inverno (2010)

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Com o título original de Winter's Bone , este Despojos de Inverno arrasta-nos para a chamada "América profunda", onde a lei dos tribunais tem o mesmo peso da lei das gentes, dos costumes, e onde as expetativas caminham lado-a-lado com o frio, com o gado e com a banalidade dos dias que seguem iguais. Uma narrativa muito interessante que, todavia, peca pela preguiça ao ficar longe da mais sonora das possibilidades: uma etnografia pela lente do cinema. Fica um filme com bons desempenhos mas com uma narrativa montada às postas e contracurvas.

O Filho (2014)

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    Após o grande sucesso de "Ferrugem Americana", Phillip Meyer regressa com este "O Filho" no qual conta a história de uma família de origem escocesa que se fixa no Texas. Ao longo de um século, com vários personagens, vamos conhecendo a família desde os ataques índios até à explosão do petróleo. Imperdível.

Deus é Negro, de Wesley Correia

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No dia 24 deste mês, pelas 18h00, estarei na Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa , a apresentar, com muita honra, a obra poética do escritor baiano Wesley Correia, Deus é Negro . O título que provoca sem chocar, é um convite a uma viagem pela vida da perspetiva do homem negro, herdeiro de uma cultura milenar, que se comove e comove nas dificuldades da vida, mas que acima de tudo pede a bênção aos ancestrais, aos seus mais velhos, aos deuses da sua cor, que vieram nos porões dos navios negreiros. A vida é um obi aberto em alafia, e não é pouco.

Chegou!

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      "No Limiar da Eternidade" chega hoje às bancas portuguesas após uma espera de longos meses . É o terceiro livro da trilogia "O Século" na qual Ken Follett, um dos escritores mais populares do  mundo após o enorme sucesso de "Os Pilares da Terra" ou "Um Mundo Sem Fim", se supera. Nos três volumes, Follett propõe-se a contar a história do Séc. XX aos olhos de cinco famílias, nas suas diferentes gerações. Em "A Queda dos Gigantes", a I Guerra Mundial esteve no centro e em "O Inverno do Mundo", esteve a II Guerra Mundial, sempre com outros acontecimentos a terem espaço e, sempre, com histórias riquíssimas das personagens. Esta é uma obra que marca a literatura contemporânea e,a aguardo que, a qualquer segundo, me chegue pelo correio, o novo volume. Depois, é esperar pelo fim do dia de trabalho. A qualidade, essa, é garantida.

Mar Morto, Jorge Amado

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“Pois o mar é mistério que nem os velhos marinheiros entendem”, assim reza a introdução a Mar Morto , romance poderoso de Jorge Amado escrito em 1936, e que é uma narrativa da vida dos pescadores da Cidade Baixa, Salvador da Bahia, romanceada através das personagens fortes de Guma, Rufino, velho Francisco, Manuel, homens que nasceram na beira do mar, que cresceram com os olhos diante das ondas, em roda dos saveiros, e cujo destino é traçado pelo mar, na vida e na morte; das mulheres que sofrem, amam e conhecem o destino fatídico dos seus homens, como Lívia ou Maria Clara, e os que alimentam sonhos e amam de coração pesado as gentes da beira do cais, como o Dr. Rodrigo e D. Dulce.

O centenário que fugiu pela janela e desapareceu (2009)

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    Pródigo em policiais negros e grande qualidade, a literatura sueca ofereceu ao mundo este divertido "O centenário que fugiu pela janela e desapareceu". No dia em que completa cem anos de vida, Alllan decide fugir à festa que se prepara para ele e foge do lar onde vive, rumando a uma aventura louca. Pelo meio, através de flashbacks vamos percebendo que o centenário esteve presente em grandes momentos da história mundial. Surreal mas divertido.

A incrível viagem de um faquir que ficou preso num armário Ikea (2014)

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      Divertida história de um desgraçado indiano que ganha a vida a fazer truques baratos e, um dia, vê um catalogo do Ikea uma cama de pregos a menos de cem euros. Sem pensar duas vezes, pede um fato cinzento emprestado e ruma a Paris, ao Ikea mais próximo. E este, é o início de uma aventura hilariante.