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A mostrar mensagens de novembro, 2015

Marvel no Netflix

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Quando chegou a Portugal, a 21 de outubro, o Netflix trouxe Narcos e Daredevil como bandeiras. Um mês depois, quando terminou o período de teste grátis, chegou Jessica Jones. Daredevil e Jessisca Jones têm várias coisas em comum mas, em termos de estratégia do canal de streaming norte-americano, só uma interessa: resultam de uma parceria com a Marvel, toda-poderosa editora de livros de banda desenhada. Daredevil apresenta Charlie Cox (conhecido pela participação em Boardwalk Empire, por exemplo) como um advogado cego e idealista que, de noite, se transforma num vigilante de máscara preta (há-de evoluir para o cor de vinho mais conhecido do mundo). Matt, o advogado, ficou órfão muito cedo e cego ainda mais cedo. Mas é claro, que os seus outros sentidos ficaram de tal forma apurados que não há nada que lhe escapa ou ada que não consiga fazer. Para o ajudar tem Foggy (Elden Henson), amigo de sempre e advogado com o qual partilha uma sociedade sem grande sucesso comercial e Karen (Deborah ...

Steve Jobs (2015)

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Steve Jobs é um filme pensado para a cultura americana, mais concretamente para o cluster que gravita em torno de todo um culto ao homem por trás da Apple. Não é por acaso que a sala de cinema estava mais de meio vazia. Vale reconhecer que há uma distância considerável entre apreciar produtos Apple e fazer parte de uma cultura de massas que consome e idolatra Steve Jobs. A mitificação é um excesso de uma sociedade capitalista e vazia. O amigo Francisco Chaveiro Reis tem razão quando lhe chama uma "peça de teatro". Infelizmente é uma peça em 4 atos, sem um começo claro e com um final demasiado religioso. 

Spectre (2015)

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        Sam Mendes teve o mérito de dar uma nova roupagem a James Bond há três anos, quando tomou conta do franchising, sucedendo a Marc Foster. Fez de Daniel Craig um homem quase normal, que sofre de amor e que pode ser derrotado (ocasionalmente). Não me interpretem mal, as mulheres bonitas (Berenice Marlohe ou Helen McCrory), carros velozes, engenhocas e vilões mirabolantes nunca saíram de cena. Ao segundo filme (não deverá haver terceiro), Mendes perde o gás. Começa bem com uma sequência no México, onde Stephanie Sigman (uma das estrelas de Narcos) dá um ar da sua graça mas, depois, cai a pique. O genérico não é dos melhores e Sam Smith arrasta-se na sua canção. Depois, Bond descobre que todo o mal que lhe aconteceu nos capítulos anteriores é culpa de uma negra organização chamada Spectre, liderada pelo seu irmão de criação, Blofeld, um Chistoph Walz que parece reproduzir até ao tutano o seu genial nazi. Mas isto já não é Inglourious Basterds. E Bond tenta, pois, salvar o mundo enqu...

Peaky Blinders (2013-)

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    Estamos em 1919 em Birmingham, Reino Unido, poucos meses após o fim da I Guerra Mundial. Thomas Shelby (o inigualável Cillian Murphy), olhado e tratado com reverência nas ruas, foi e voltou da guerra, com medalhas e com ela – a guerra – ainda dentro de si. Lugares comuns à parte voltou mas ficou ainda nas trincheiras francesas. Para além da sua condição de ex-combatente, que partilha com a maioria das pessoas do seu bairro pobre, Thomas é o líder dos Peaky Blinders, um bando de criminosos que se distinguem pelas suas boinas com lâminas, sempre a postos para saírem das suas cabeças para a cara de quem lhes faça frente. E muitos fazem. Ora os ciganos Lee, ora a polícia, ora outros bandidos quaisquer, logo espancados sem piedade (arrepiante   No meio de crimes menores, uma gloriosa carga de armas chega à posse de Thomas que a resolve guardar. Com medo que tal saque caia nas mãos erradas, como as do IRA, um jovem Churchill (Andy Nyman), envia o polícia durão Campbell (Sam Neill) para p...