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A mostrar mensagens de dezembro, 2020

Soul (2020)

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Em Portugal, a estreia de Soul, foi arruinada pela escolha do elenco para a dobragem , mas, vendo a versão original, o novo filme da Pixar é mais um exercício triunfal de forma e conteúdo. Soul conta a história de Joe (voz Jamie Foxx), um professor de música de meia idade que não larga o sonho de ser músico profissional de jazz. Um dia, um ex aluno (Questlove) lembra-se dele e Joe vê-se a tocar piano para a grande cantora Dorothea (Angela Bassett), numa audição bem-sucedida. O problema é que depois…morre. A caminho do Céu, Joe acaba por ser recrutado como mentor de uma alma em formação – 22 (Tina Fey) – que precisa de um motivo para viver, antes de saltar para a Terra. Numa experiência que faz muito lembrar Divertidamente, Soul é mais um filme para adultos, mesmo piscando o olho aos mais novos.

Boas Festas!

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Gambito de Dama

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Anya Taylor-Joy dá vida a Beth Harmon, em Gambito de Dama, de uma forma real, humana, profunda e cheia de esquinas. Uma bela performance numa série bem realizada e com uma boa fotografia. Uma série que trata do preço de ser prodígio, um tema que apaixona imaginários românticos e religiosos, mas que ao mesmo tempo nos conduz pelos anos 50 e 60 dos EUA, pela guerra fria, pela perda, pela amizade e pelo amor de estranha correspondência.

The Mandalorian, 2 (2020)

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Não foi para perder dinheiro que a Disney tomou conta do franchise Star Wars . Se nos últimos três (de nove) filmes do ramo principal, a associação não foi particularmente elogiada (ser Disney passou a ser infantil e comercial, como se o espírito dos filmes nos anos 70 e 80 não fosse em parte esse e como se Ewoks e muitas outras criaturas não fossem mais Disney do que a própria Disney ), quando a Disney começou a explorar as ramificações da cabeça de George Lucas, o caso mudou de figura. Com uma mão cheia de séries por vir, não será de mais dizer que, até ver, The Mandalorian foi a razão pela qual a Disney se juntou a Star Wars . E eu agradeço. Os primeiros oito episódios foram um triunfo, apresentando Pedro Pascal como o Mandaloriano ele próprio, um duro caçador de recompensas que se vê com uma criança verde, a piscar os dois grandes olhos ao Mestre Yoda. Ao perceber que as intenções dos seus clientes não são as melhores em relação à criança à qual se apega, o herói solitário t...

Gangs of London (2020-?)

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Gangs of London é uma das séries mais gloriosas do ano. Nela, em estreia na HBO, Sean (Joe Cole) tem como obsessão vingar a morte do pai, rei do submundo do crime londrino e sobretudo a missão ocupar o seu lugar como chefe da família Wallace, mesmo que nem toda família esteja convencida que é o homem certo. Os sapatos de Finn (Colm Meaney) são difíceis de preencher e não faltam fações a quem agradar e meter respeito, dos indianos aos curdos, passando pelos albaneses. Aproveitando a necessidade de Sean precisar de aliados, Elliot (Sope Dirisu), vê a sua oportunidade de subir na organização, mesmo que ele próprio tenha fantasmas e segredos. Gangs of London faz lembrar Succession, na luta constante pelo poder; alude à malandragem inteligente de Peaky Blinders; pisca um olho a Guy Ritchie e ainda dá uma volta pelo mundo sangrento de Tarantino. Mas, vale, e muito, por si.

John Le Carré (1931-2020)

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Rebecca (2020)

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  Algures nos anos 20, uma jovem, órfã e dama de companhia de uma bruxa rica, vê-se em Monte Carlo e não pode deixar de reparar num belo viúvo, americano como ela, que logo põe de parte o luto, para se apaixonar pela pobretana. E é assim que a nova Mrs. De Winter se vê na grande e antiga propriedade de Manderlay onde a presença da sua antecessora ainda se sente, e muito, até em Maxim (Armie Hammer), que afinal não pôs assim tanto o luto, de lado. Remake do filme de 1940, este Rebecca é um exercício interessante mas não se sabe bem o que acrescenta ao original.

Lamento de uma América em ruínas(2020)

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Carta de amor a uma certa américa rural, tida muitas vezes como parola e desviante, Lamento de uma América em Ruínas, conta a história de três gerações de uma família americana, começando pelo fim, por J.D. (Gabriel Basso), jovem estudante de direito em Yale, em busca de um estágio que lhe pague os estudos e as contas. É quando está num momento decisivo da semana em que pode ser escolhido por uma firma de topo, que se vê obrigado a regressar a casa. A mãe, Bev (Amy Adams), tem mais um problema, após os muitos que teve e causou a J.D. e a toda a família e a irmã Lindsay (Haley Bennett) já não consegue domar a mãe sozinha. É neste regresso que J.D. lembra as memórias de infância e adolescência e como a avó (Glenn Closa) o moldou para que fosse ele a receber o papel de equilibrador da família. Mas a mãe tem razões para ser o que é, tendo tido a sua quota parte de tristezas, que também vemos. E vamos ainda mais atrás, até a avó ter apenas 13 anos, engravidar e ter que fugir de casa.