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Behind Her Eyes

E se a perfeição fosse uma ilusão? Não apenas a ilusão da aparência social, mas a ilusão absoluta da identidade. Uma série brilhante e perturbadora, com uma boa fotografia e guarda-roupa, com um toque de charme elitista, a que se mistura um enredo espiritualista e psicológico que sempre nos escapa nas teias da psicopatia, onde a verdade é ilusória.

Sons of Anarchy (2008-2014)

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Na pequena cidade de Charming, Califórnia, mora um peculiar grupo de motoqueiros fora da lei, escudados em blusões de cabedal com a insígnia dos SAMCROM, mais conhecidos pelas primeiras duas letras: Son of Anarchy. À sua frente está Clay (Ron Perlman), o seu enteado Jax (Charlie Hunnam) e, sobretudo, Gemma (Katey Segal). E enquanto se escudam da polícia, agências federais e todo o tipo de outros criminosos locais e internacionais, os SO vivem os seus dramas pessoais e familiares. São sete temporadas de drama, ação e muito humor negro.

When Stars Are Scattered (2020)

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Em banda desenhada e com uma linguagem simples, When The Stars Are Scattered (não há edição em português), parece um livro infantil e relativamente inócuo, não fosse relatar o dia a dia de um refugiado somali, órfão e responsável pelo irmão, com limitações intelectuais. Omar, protagonista e coautor, é o centro da história. Está desde criança num campo de refugiado no Quénia, que não para de crescer e os seus sonhos de regressar à quinta da família na Somália começam a ser tão ténues como a comida no campo é escassa. Ainda assim, Omar tem fé no futuro e é para isso que estuda. Para ser um trabalhador social nas Nações Unidas e ajudar outros como ele. Até lá, vive com o irmão Hassan; a mãe adotiva, Fatuma e convive com os amigos. Pelo meio, conta-nos tudo pelo que passou.

Luca (2021)

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Nas Cinque Terra dos anos 60, Luca é um menino com uma vida normal. Quer dizer, normal para um ser subaquático, parte de uma espécie que os pescadores humanos temem há anos e, logo, querem caçar. Mas, quando Luca conhece Alberto, percebe que quando sai do mar, se transforma num menino normal e que pode explorar o mundo humano, experimentando o sol, gelados ou até a corrida anual na pequena vila de Portorosso.

Skater Girl (2021)

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Prerna (Rachel Saanchita Gupta) é uma adolescente indiana que trabalha em casa e com o pai, para ajudar a família, tendo pouco tempo para si ou sequer para ir à escola.  Quando Jessica (Amy Maghera) chega à pequena aldeia indiana, a vida de Prerna melhora. Jessica ajuda-a com o uniforme e material escolar e abre a porta a um desporto que desperta os sonhos de toda a criançada da aldeia: o skate. Com algumas pranchas e uma obra revolucionária, a pobre comunidade ganha um escape ao dia a dia de miséria e limitações.

Raya (2021)

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Apelo à união entre os homens, Raya e o Último Dragão é mais um triunfo visual da Disney, agora em streaming na Disney +. Na terra oriental de Kamandra, reina a desunião, razão pela qual nasceram estranhos seres que transformam em pedra tudo o que tocam. Só a união entre as várias cidades desavindas poderá acabar com este clima a Raya, princesa de uma das cidades trata de se fazer ao caminho para encontrar o último Dragão (Sisu) e com ela restaurar a paz. Entre a nossa heroína e o seu nobre objetivo, estão, claro, milhentos gags com genuína piada e os habituais contratempos. 

Sweet Tooth (2021-?)

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Acaba de estrear-se na Netflix, Sweet Tooth, série pós-apocalíptica baseada nos livros do genial Jeff Lemire, autor de algumas das melhores graphic novels dos últimos anos como Descender, Essex County ou Roughneck. Sweet Tooth leva-nos para um mundo onde um estranho vírus dizimou boa parte da população e onde nasceu uma nova raça, a que se chamou híbridos, uma mistura de humanos com várias espécies de humanos. Diferentes e muitas vezes ligados ao aparecimento do vírus, os híbridos são perseguidos. Por isso, Gus, o Sweet Tooth do título (algo como guloso em inglês), um menino com orelhas e chifres de veado, vive com o pai os primeiros dez anos da vida, sem saber o que há para lá do sítio recôndito onde vive. Quando perde o pai, Gus tem mesmo que ir experimentar o mundo lá fora, cheio de perigos e ameaças. Lançado em tempo de pandemia, esta versão não é completamente fiel aos livros e, claro, faz o paralelo entre o vírus da história e a situação que vivemos.