Undercover (2019-?)

Depois do sucesso da organização do Campeonato da Europa de Futebol de 2000, Bélgica e Holanda voltaram-se a unir para, desta vez, para coproduzirem uma série para a Netflix, sobre o tráfico de pastilhas a partir da região belga de Limburg, aqui apresentada como a “Colômbia do Ecstasy”.
Bob (Tom Waes) e Kim (Anna Drjver) são polícias que põem a vida em suspenso para se fazerem passar por um casal que se instala no parque de campismo de Limburg. O cenário algo decrépito, parrasse não ser o local ideal de férias de um barão da droga, mas é lá que Ferry Bouman (Frank Lammers) se sente em casa e tem o seu chalé. Rodeado por bando de aparentes idiotas, Ferry parece ser um Tony Soprano wannabe (e vê-se que Os Sopranos e Breaking Bad tiveram influência nos autores de Undercover).
Mas nas primeiras cenas do vilão da série, entendemos que a sua vilania é a valer. Faz milhões com pastilhas e é duro com os que com ele trabalham. Aqueles que o traem já sabem que não vivem outro dia. Com ar de urso zangando, Ferry é a melhor personagem e aquela que mais se desenvolve ou que pelo menos, mais se revela. Não é fácil ganhar-lhe a confiança, mas a ganância tem sempre o seu papel. Uma bela surpresa, mais ou menos perdida na Netflix, que já tem uma segunda visita a Limberg em preparação.
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