Estrela do Norte (2018)

Estrela do Norte, uma das sensações literárias dos últimos tempos, é tudo o que se diz sobre si. É um livro cheio de ritmo, ao estilo dos melhores policiais, que não da vontade de pousar mas contém uma história bem construída e personagens ricas, não querendo ser apenas um pageturner sem alma. O regime da Coreia do Norte e os seus segredos servem de base às histórias das personagens: Jenna (filha de pai americano e mãe coreana), chamada a ajudar os serviços secretos americanos na esperança de saber o que aconteceu à irmã gémea desaparecida há anos e que é chamada a infiltrar-se no país mais perigoso do mundo; Moon, uma camponesa norte-coreana que encontra um pacote proibido e faz dele o trampolim para montar um negócio e ter uma vida melhor que já percebeu que o seu país nunca dará, Cho, um oficial do exército da Coreia do Norte que é enviado a Nova Iorque em missão percebe que o Ocidente não é necessariamente o Diabo e ainda o jovem Kim Jung-un, numa escola de elite suíça onde conhece os prazeres da vida. Quando um país se fecha sobre si próprio e pouco se sabe sobre o que lá se passa, a cultura acaba por imaginar e preencher os espaços em branco. Já acontecera no filme “Uma Entrevista de Loucos” (2014) com James Franco e Seth Rogen; na graphic Novel “Pyongyang: A Journey in North Korea” (2004) de Guy Deslisle ou até na incursão do português José Luís Peixoto, contada em “Dentro do Segredo” (2012).
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