Drácula (2020)

Escrito há mais de 100 anos (1897) por Bram Stocker, Drácula conta a história do mais conhecido e famoso vampiro da história do entretenimento. A sua representação na cultura pop tem sido extensa e pode dizer-se, sem medos, que todos os filmes de vampiros (Entrevista com um vampiro), Séries (Diários do vampiro), livros (série Crepusculo), jogos de vídeo (Castlevania) e mesmo telenovelas brasileiras (Vamp) descendem de si. A sua representação cinematográfica mais icónica será a de Francis Ford Coppola, em 1992.
Drácula será inspirado na história de Vlad Tepes, O Empalador, também conhecido como Dracul, um nobre romeno, conhecido (ou mitificado) pelos seus atos sanguinários. No livro de Stocker, é o vampiro mais temível, que deixa a sua Roménia natal para assolar a Inglaterra vitoriana. Com tanta obra feita à volta da figura, é de espantar que a Netflix se tenha lembrando dela para lhe dar três episódios de cerca de 90 minutos, cada. Em boa hora o fez.
Conhecemos o Conde Drácula, versão 2020, pelo relato do infeliz Jonathan Harker (John Heffernan), advogado que ao invés de dicar uma noite no castelo do “monstro”, acaba por ficar um mês, permitindo que o vampiro rejuvenesça e que ele próprio fique desprovido de vitalidade. O seu relato de horror é acompanhado por uma freira misteriosa, sem grande queda para a fé (“como muitas mulheres da minha idade, estou presa, num casamento sem amor”), que vimos a descobrir chamar-se Agatha Van Helsing (Dolly Wells), nome mítico do universo Drácula. É através de Harker que descobrimos o castelo labiríntico de Drácula, a sua sede de sangue humana matada pelo próprio Harker e até por um bebé e as “noivas” que Drácula guarda em pequenas caixas-prisão. Mas o conde, quer mudar-se para Inglaterra, onde as pessoas são mais instruídas o que, acredita, melhora o sabor do seu sangue.
É no segundo de três episódios, que o novo Drácula (Claes Bang, dinamarquês d´O Quadrado ou de Bron), se revela na posse perfeita do seu charme, que esconde uma perfídia plena de classe. Num pequeno barco, a caminho de Inglaterra, com companheiros de viagem cuidadosamente escolhidos por si, Drácula vai-se divertindo e, claro, alimentando. E é no segundo episódio que se revela uma das maiores surpresas da nova produção da BBC, que se estende até ao terceiro e ultimo capitulo. A ver.
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