Diz-me quem sou (2010)

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Jornalista freelancer com pouco trabalho e menos sucesso, Guillermo, espanhol na casa dos trinta, é convocado pela tia Marta para investigar e escrever a história de Amélia, antepassado da família sobre quem a mesma, pouco parece saber. É que Amélia abandonou Javier, avó de Guillermo, quando este era bebé. Mais motivado pelos honorários do que por outra coisa, o jornalista começa a perceber que a vida da bisavó foi bastante interessante e que a suposta menina de boas famílias, foi na verdade um poço de energia, dedicada a tarefas únicas, desde a militância comunista à espionagem. A investigação leva Guillermo a conhecer várias pessoas que conviveram com Amelia e pouco a pouco, vai reconstituindo uma vida com etapas em Madrid, Paris, Buenos Aires, México, Berlim, Varsóvia ou Nova Iorque. Amélia, bonita espanhola, sempre descrita como loira, magra, etérea e lindíssima, foi alguém com boa educação, talento para as línguas e que conviveu com a elite comunista, passando por Moscovo; privou com um dos maiores jornalistas do seu tempo; fez amizade com uma diva italiana da ópera; andou pelos tuneis de Varsóvia a apoiar a resistência ou teve um caso com um oficial alemão, ainda que este não abraçasse o nazismo. É assim que um suposto biscate, muda a vida de Guillermo. Apesar das mais de mil páginas, “Diz-me quem sou” é um prazer constante que acaba demasiado cedo, mesmo com alguma fantasia em excesso. Mais um triunfo de Julia Navarro.


 

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